sexta-feira, 14 de julho de 2017

Teu riso é teu rosto
Tudo que enfim clareou o quarto
Em que eu estava há dias sem sair sequer na rua
Não me olhava no espelho
Não via crescer meus pelos e nem banho tomava.
Ela está aqui e não me vê como antes
Não percebe o percebível
Que estou a um metro do precipício
Ou volto a mim ou entro no hospício.
Mas teu riso, enfim, iluminou minha tarde sombria
Invadiu minha sentinela, subiu na minha cama
Olhou no meu rosto e viu em mim outro ser que eu era.

Valdemir Guimarães 

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