Teu riso é teu rosto
Tudo que enfim clareou o quarto
Em que eu estava há dias sem sair
sequer na rua
Não me olhava no espelho
Não via crescer meus pelos e nem banho
tomava.
Ela está aqui e não me vê como
antes
Não percebe o percebível
Que estou a um metro do precipício
Ou volto a mim ou entro no hospício.
Mas teu riso, enfim, iluminou minha
tarde sombria
Invadiu minha sentinela, subiu na
minha cama
Olhou no meu rosto e viu em mim
outro ser que eu era.
Valdemir Guimarães
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