sexta-feira, 30 de novembro de 2012

You, air, lane,my fall, Brunette


 


















Como pode, você por mim passar,
balancear os negros cabelos e nem me ver
E eu cá sofrendo, estando os olhos a arder
as unhas roer e o coração mais forte pulsar

Como pode, morena, em mim abrasar  
tanta vontade, tanta sede de tua boca tocar
para ti, sem arrodeios, meu universo mostrar
no entanto, minhas mãos em febre e frio oscilam e você nem lá.

Se pudesse eu em teus olhos e afetos mandar
Mandaria-os mesmo que por um instantinho só
Aqui aos meus, apegos e ternurinhas, fizesse-se nó
Assim sentiria você um pouquinho do muito que tenho a lhe dar

Morena, reduz a minha pena...
Dá-me cá o néctar da boca tua
Antes da dúvida noite, façamo-nos amantes
E eu, por fim, enfim, serei, hoje, na tua rua
só teu e para sempre no infinito desse instante.
    
Valdemir Guimarães

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