Quando
olho no teu olho
Vejo
de pronto, de soslaio, no teu horto, outro
Me
dispo, me dano, me engano e saio
Da
sala, do quarto e vou pra rua sem ter ido.
De
olho pra lua que é minguante
Respiro
e entendo que antes e sempre teu amor
Me
fora divido.
Não
nos temos por inteiro, senão, fracionados
Pela
metade, como na queda da moeda,
Só
se pede um dos dois lados.
Um
lado é meu e o outro de teu amado.
Teus
ais e os meus são para ninguém ouvir
É
um amor silente, calado.
Feito
à noite quando todos já dormem
Nem
mesmo sabem as sombras dos nossos corpos
que, quando
suados, se veem sem por si darem-se por amados.
Valdemir
Guimarães
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