Céu, não de estanho, mas estranho
Tempo difícil de si distinguir
O cidadão do mal ladrão
Ruas vazias, opacas pessoas, inda
sim, sigo
De mãos vazias e sozinho
Não há vento no meu rosto
caminhando para agosto
Ou canção que embale meu coração.
Meus heróis estão presos ou são suspeitos
de corrupção
Até deus parece que deu adeus a sua
cidade
agora desgenerosa.
Tempos difíceis esses sem
referencial
Sem da musa um sorriso, um olhar,
qualquer sinal.
Amigos meus, ainda assim, como se
eu fizesse uma prece,
Humildemente, lhes peço: andemos
Antes, é claro, demo-nos as mãos.
Não haverá poesia, mesmo que medíocre,
Pois os tempos são difíceis,
ou esperança de uma possível alegria,
um aventurado gozo,
Se uns contra outros debatermo-nos, lutarmos.
O tempo é de noite sem fim,
estejamos juntos
Próximos do fogo, andemos
a vida é de luta
...daqui
eu já ouço o clarim.
Valdemir Guimarães
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