quarta-feira, 18 de julho de 2018


Ando por uma rua onde todos vão
E é vã o lerdo pensamento de tê-la como irmã.
Segue você agora sozinha sem o meu olhar
Atento como antes.
Outrora, amantes, nas vielas, ruas e passarelas
Meus passos contigo seguiam e ainda assim
Convivíamos com tantos perigos que só a rua propicia
A quem principia como você
ou já em anos idos como eu
Não rara, em árdua cor, a vida se Anunciara.

Mas vá, meu amor, agora sem os olhos meus
de ágil águia, natos soberbo de macho
Zeloso por um agudo orgulho, camuflado de amor.
Se não é vaidade que invade minhas íris
Sinto e tateio teus olhos e eles são sãos.
Livres, veem a mim ou o que assaz lhe apraz
não mais que bons irmãos.

Valdemir Guimarães




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