Ando por uma rua onde todos vão
E é vã o lerdo pensamento de tê-la
como irmã.
Segue você agora sozinha sem o meu
olhar
Atento como antes.
Outrora, amantes, nas vielas, ruas
e passarelas
Meus passos contigo seguiam e ainda
assim
Convivíamos com tantos perigos que
só a rua propicia
A quem principia como você
ou já em anos idos como eu
Não rara, em árdua cor, a vida se Anunciara.
Mas vá, meu amor, agora sem os
olhos meus
de ágil águia, natos soberbo de
macho
Zeloso por um agudo orgulho, camuflado
de amor.
Se não é vaidade que invade minhas íris
Sinto e tateio teus olhos e eles são
sãos.
Livres, veem a mim ou o que assaz lhe
apraz
não mais que bons irmãos.
Valdemir Guimarães
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