terça-feira, 31 de julho de 2018








Habitante do planeta fome
me pegou pelas lágrimas
Me fez sentir em pares
Ela soa som
Soa vida
Elza soa ares.

Valdemir Guimarães


domingo, 29 de julho de 2018


Depois de uma noite mal dormida
Teu corpo inda cansado se firmará de pé
A estrada longa. E o que a consola
É o instante de alegria por brotar...
Há mares, sal e sol cercando toda essa ilha
intrigas, ciumes e toda sujeira
não posta sob o tapete
Um amor em ebulição vozea noutra capital...
Não sei se isso é bom sinal, mas peço a Deus
Por tua alegria a se estender por tua família
E quando retornar a teu lugar, a tua casa
A tuas manias de menina
Leia este poema, este poeta menor
Que flerta com a saudade, com a indefinição
de sentimentos misturados
Por favor, veja não as lágrimas
Que saltaram ao chão, ganharam o passeio e a rua
Essas, embora sinceras
Não precisam com exatidão a falta tua.  

Valdemir Guimarães

sexta-feira, 27 de julho de 2018













Sim, só podia ser ao som de um blues
E a voz não menos sensual de Joplin.
O que ninguém supõe ou adivinha
São suas ancas divididas por uma florida calcinha
E você minha tímida ninfa num Strip tease
Se revelando pra mim.

Sim, só podia ser ao som de um blues
E a voz não menos sensual de Joplin.
As cores conspirando para azuis
Em tons de carne, suor e saliva
E você bem relaxada depois de um suave
Quinta do Morgado.
Não tragamos, não há fumo e nem vontade
O teu olhar miúdo diz-me tanto
Sobre esse instante.
Ao passo que te puxo para cá, perto de mim
O aroma de tua pela expande-se, ganha ar
Seiva escorre de teus lábios, mucosas de preta
Humedecidas pelas investidas de tua língua.
Vem meu amor, esta alcova e mais nada
É testemunha dos nossos pecados
Nada de doggings, de aventuras pelas ruas
É hora de te ter... em tom de carne, suor e saliva
Summertime soa... é mais um blues
Descambamos enfim em floridos azuis.

Valdemir Guimaaraes

terça-feira, 24 de julho de 2018

Antes mesmo do teu olhar miúdo
De teus passos de danças
Ancas em balanço de lá pra cá
como num samba entre a Sola e o Salto..
Bem antes da tua cintura que minhas mãos
hoje enlaçam ou dos beijos que nos demos
a saliva em seiva que irriga
os lábios meus e teus
Muito antes do teu sexo desprotegido
sem apelos ou pelos, teus seios nanicos..
Antes, bem antes de teu anunciado nascimento
eu já havia amado:tive sim outro amor antes do teu
E assim como eu, vejo pelos gestos teus
você revendo os retratos de antes
Teu ex-namorado escancarado ainda no instagram
                 quase estragando o meu dia...
É ciúmes, sim...Sinto, não minto.
Isso,insisto,antes mesmo que tua boca em risos
me digas "com meu passado não quero intrigas".

Valdemir Guimarães 

quarta-feira, 18 de julho de 2018


Ando por uma rua onde todos vão
E é vã o lerdo pensamento de tê-la como irmã.
Segue você agora sozinha sem o meu olhar
Atento como antes.
Outrora, amantes, nas vielas, ruas e passarelas
Meus passos contigo seguiam e ainda assim
Convivíamos com tantos perigos que só a rua propicia
A quem principia como você
ou já em anos idos como eu
Não rara, em árdua cor, a vida se Anunciara.

Mas vá, meu amor, agora sem os olhos meus
de ágil águia, natos soberbo de macho
Zeloso por um agudo orgulho, camuflado de amor.
Se não é vaidade que invade minhas íris
Sinto e tateio teus olhos e eles são sãos.
Livres, veem a mim ou o que assaz lhe apraz
não mais que bons irmãos.

Valdemir Guimarães




quarta-feira, 11 de julho de 2018

Qual o dia que se abre bonito em dia de chuva
os pingos pingando pelos beirais das telhas
ainda vermelhas do barro cozido
ou ainda o clarão do sol que abriu-se ante
a antipatia de transeuntes, seguindo sem rumo
pelas ruas, vias ou becos
que é assim que se chama por aqui
inflama assim tua beleza em repouso na minha cama.
Depois do coito, as pernas inda trêmulas
O corpo exausto da entrega sem medida
Miro você mais uma vez.
São os mesmos dedos da mão que tomou tua vagem
depois da viagem de sal e suor que agora alisa teus seios,
sem rodeios, enlaço teu colo, colando teu rosto ao meu
e num beijo ainda em desejo vejo que o amor
também se faz assim
eu vetusto vivendo cada minuto do fim
e você púbere fazendo-se em flor
rebentando em cor meu turvo  jardim.

Valdemir Guimarães 

segunda-feira, 2 de julho de 2018


Se ouço tua voz
numa canção vulgar e não consigo sentir
outra coisa senão ternura
penso na loucura que é o ser humano.
Esse filho de Deus que rouba, mente, esfola
Desrespeita e mata a faca, a bala e envenenado
É ao mesmo tempo aquele que consegue
Consolar, mimar, amar e sentir saudades.
Quanta controversas nas atitudes parece conversas de bar.
Tua voz soa numa gravação mal feita
e meu coração a aceita feito uma oração
Te vejo menina, flor e mulher, alguma forma
Humana não vista e tão comum
Mulher, sei, nas formas mil que o homem assumiu
Você se faz agora pra mim em tudo o amor brotou
É sonho, delicadeza e gentileza...
Haja coração, pra tanta beleza.

Valdemir Guimarães

domingo, 1 de julho de 2018


Depois de seguidos beijos úmidos
Que seguem de tua orelha ao umbigo
Um figo resolvi comer.
E como não remeter a imagem da fruta crua
Ao teu sexo que segue livre no teu corpo nu. 
Se de costas se prontifica e relaxada ficam
Em ângulo suficientes as ancas
Meus dedos fazem-se ágeis no teu grelo      
Em lisa siririca
Enquanto bruto ao rego lúbrico
Encurvo num vai e nem fica a inquieta pica.  

         
 Valdemir Guimarães