sexta-feira, 3 de março de 2017














Quando olho da janela a bela flor
Penso, já fui glutão, caçador, agora, cadê sabor?
O tempo e sua curva curvam-nos sem piedade
não há amor, nem ardor que dure maior idade
D’antiga paixão, só saudade.
Se eu pudesse reverter o tempo e sentidos meus recuperasse
você, jovem flor, me desejaria sempre, mesmo se dano eu lhe causasse
mas como sabedor é o deus tempo
que leva tudo ao seu sabor, seja fruto ou prejuízo bruto
meu desejo novo, o teu nem repito, foi-se  como um grito
tenaz e lento, relegando-se  com o vento. 


Valdemir Guimarães

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