domingo, 1 de janeiro de 2017

O que de fato procuro nesse canto de menino?
O que sincero busco nesse olhar claro escuro? 
O que me faz feliz e sempre esteve por um triz?
Aprendi com um mestre uma velha lição
“Buscai o amor e achará o conhecimento”
Meu mestre se foi como noites por traz de uma luz sem fim
E em mim habita ainda sua voz
Estalando cá dentro do peito
E não há jeito de fazê-lo gritar o contrário.
Embora brote em mim essa certeza aguda
Crescendo forte e bruta feito um animal feroz
No mesmo barco navega uma indefinição cega:
O que de fato procuro nessa vida que se entrega?

Valdemir Guimarães

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