sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

                            À Kaline


Entre dentes, risos e lágrimas, fazendo-se de louca
Nessas horas frias, lembro-me de suas palavras soltas:
- Eu sou meio chorona, sabe!
De repente, abre-me o peito com seu sabre de ternura
Então, penso que o amor corriqueiramente perde o bonde
e onde a gente menos procura
O que antes, verdugo e bruto

Agora, arguto e cura. 


Valdemir Guimarães

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