Não há Lei que me resguarde
Nem consciência sã a me dá razão
Todos os meus erros escuto sem
alarde
Os escarros pelas ruas uníssonos vão
Sob um céu ou um véu negro refugiaria
o meu rosto
Mudaria o meu nome e de casa se a caso
possível fosse
Mas meu corpo e orgulho na cidade
sem alarde já vão expostos
Sou um homem vil, isso sendo eu
comigo gentil.
Padeço do erro maior e sem cor
Errei na dona, na dose, no tempo e
no amor
E não há alento em voz branda que
me sussurre avesso
A você, mulher sem dono, não lhe
cabe culpa, desculpa
Perdão ou tropeço.
A mim, homem estupido, o caminho
incauto, a desconfiança
e a solidão é sem preço.
Valdemir Guimarães
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