quinta-feira, 28 de junho de 2018


Andas pelo corredor da escola
Desliza leve pelo pátio passo a passo
Como se descalça andasses e nuvens fossem teu assoalho
Até chegares a tua sala, nossa sala
Amplo salão onde se encontra apena tu e eu
Lá espero com o lerdo caderno ainda aberto na carteira
Que nada me diz sobre o que faço ou fiz
Nem mesmo os textos caligrafados em hieróglifos
Tão compreensivo e antigos como nosso amor.
Existem Estados, cidades, Presidentes, geografia
Literatura ou história que narre o meandro dos teus lábios
E que matemática precisará o silabar fleumático
de meu nome escorrendo entre teus dentes?
Se me dizes que sou o teu namorado
quem lhe faz bem por estar ao teu lado
faço-me feliz.
Mesmo sabendo que há sábado sem luz
Domingos de incertezas, bocas abertas e sonhos
De pão que nunca se realizarão na mesa
Infelizmente, fico feliz...
Se nesse átimo de segundo você invade a sala
A tua sala, a nossa sala trazendo consigo a luz
E vem pernas, bunda, boca e seios e veias nos teus
Braços e o sangue que viaja por elas e te faz viva
Isso me refaz em vida e é tano que molha em pranto minhas
Mãos e caderno
aperto o coração e entendo que enfim amo
como se nunca houvera para minha vida outro plano.


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