Quando o sol chegou ao teu corpo nu
Eu já estava acordado há algum
tempo
Pude sentir a friagem da madrugada se
estendendo a tua alcova
As cores vacilantes do céu, se não
eram meus olhos exaustos
Da noite estendida, achei que elas
misturavam-se a cor da tua pele mestiça.
Embriagado da madrugada meu corpo
parecia render-se
Clamando descanso.
Porém, a imagem de tuas nalgas em alto
relevo
No ângulo que meus os olhos agora
captura me faz
ainda vibrar e me estimula.
Sei que não foi o café que sorvemos
depois das duas
Nem antes, outro estimulante a base
de polém circulando
O bico dos seios teus.
Não foi e não é isso que ainda me
inflama.
Agora que o sol não mais se cala
com sua voz de brilho e calor
E você já desperta de seu sono, e
tudo conspira para vida depois da noite
por fim adormecerei, rendendo-me a
cansaço, feliz por amá-lo como sempre quis.
Valdemir Guimarães
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