Como
grudar na parede tua imagem ainda úmida
nos
sonhos de frias noites e caladas.
Não
há como temperar o verso
limar
substantivos, não há cura nem curativo
quando
tudo descamba pra o fim.
O
amor deixa um odor ruim quando desaba
dos
sonhos de frias noites e caladas...
Um
punhal no meu peito nu, um busto vazio e sem cor ...
A
porta que se fecha e não deixa mais teu som entrar
Se
o dia mal rompeu e não o vi de tanto mirar
a sombra de tua ausência
Que
venha então esse novo dia e encha-me de planta e pássaro.
Passo
de nuvens e vento
Teimo,
lembro, pois muito a amei.
Envelheço,
logo esquecerei.
Valdemir
Guimarães
Nenhum comentário:
Postar um comentário