Para sacramentar o fim de um amor
enterrá-lo depois de um “caralho”
só mesmo escrevendo um poema
em palavras sob a sombra de carvalhos
cravando quanto valeu a pena.
Reconhecer as noites curtas
o vinho, o som,o queijo o quanto foi bom
e apanhar na memórias as palavras soltas
as promessas de longo amor
ou o lacre impublicável de um semi orgasmo
No fim do amor, também, Praguejar o mesmo amor faz muito bem
Desconfiar de seu olhar, do que veio aqui deixar, levar.
A linha é tênue entre o amor e o seu desamar
Afinal, são só dois que puxam cada qual a ponta do mesmo
cordão
É sempre assim, alguém tem que ferir a mão.
Valdemir Guimarães
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