sábado, 18 de junho de 2011

A cidade e suas casas


Em casas sórdidas e sujas
campeiam amores urgentes.
Sobre o corpo frio e mal dormido com cheiro de fumo, cachaça e francês barato
deleita-se um outro. O músculo sente.
A noite cai sobre as casas, as ruas, alcança a cidade
Há crianças com sonhos de roda, playstation, celulares modernos, cédula dos novos dias.
Há mulheres remoendo velhos ranços
e homens arrastando-se na vida, fumando o cigarro do progresso
                                                                     e morrendo de câncer.
 A cidade abre sua boca diária.
O seu hálito e o seu hábito empurram os seres que a codificam e a transformam em sombras e sonhos fúteis.

Valdemir Guimarães, 18 de junho de 2011

Nenhum comentário:

Postar um comentário