Meu
coração é de velho
Esquece
até dos próprios cuidados
Agita-se
por nada, transgride a respiração
Põe
o corpo em suspeição e o amigos
dele avisados.
Sei
que jovem irei morrer
O
coração talvez pare primeiro
Será
o dianteiro a sentir o que é não mais
Está
aqui.
Será
que esse coração irá levar em algum lugar
No
seu oco espaço ou nos seus átrios
E
ventrículos nomes, íris ou eflúvios de
Amores
que lhe fez tanto a vida bombear?
Agora
o Preferido de Saturno é o que faz
C
a m i n h a r
Não
há aqui mentiras tantas
Que
o espirito santo pragueje e Deus lance
O
veredito fatal
Há
cama, calma e alma.
Lança
meu velho coração seus jatos de sangue
às
velhas veias a dentro pelo corpo
Mantem-o
de pé, mesmo esse em plena dor
insistindo
em viver pelo viés do amor
até
quando mais nada eu for.
Valdemir
Guimaraes
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