Eu bem que podia ter feito um poema
quando você me pediu.
Ter te dado uma rosa, do tecido um
corte,
um broche, uma abrigo na minha
sobrinha
nos dias de chuva miúda.
Ter te oferecido nas manhãs frias
uma nesga de sol
te dado a mão, o maço , um trago
do ultimo cigarro.
Ter te comprado um presente caro.
Podia ter feito um conto fantástico
De tuas histórias contadas sempre
A sombra da noite.
Bem que eu podia ter te beijado bem
forte
Mas com tanto vontade e paixão
Que você grudaria tua boca na minha
E não mais soltaria da minha mão
Nem mesmo com esse vento forte
Que leva as pessoas, os amigos, os
amores
Pra serem engolidos por outras
histórias
E se apagarem no tempo, no mundo e memória.
Valdemir Guimarães
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