quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Vai ser em um dia desses
Passeio ao domingo de sol
Ou noite já alta sem sereno
Possivelmente no verão
Que é a estação sem fim
Que arde nesse sertão
Em mim no Piauí ou nos cocais do maranhão.
Sei que será assim
Talvez eu longe de você e  você de mim
pode ser também na tua ou nossa cama
Ou no colo de uma outra mulher
Pois o amor se desata e se distrai ao som de um bolero por ai...
mas será ...virá em fim
Voraz ou veloz, a senhora torta e me cobrirá de sombra
apagará meus pensamentos, minha saudade, meu amor, minha dor
E se assim for como penso, suspenso estarei para sempre dos sonhos que um dia vivi.

Valdemir Guimarães

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Bem que você poderia ter vindo da cidade de Siracusa,
Porque humana, não verteu como a santa siciliana
lágrimas tantas.
Antes as ocultara inteiramente no íntimo teu
quando expora tua mentira mais recente:
- Não o amo mais e já nem sei quanto tempo faz
que desejei aquela gente.
Preferia ver teu lacrimal fluido
Descer pelo teu rosto bendito
E em palavras agudas, espadas cruas
Confessar teu desejo sem preço
Por um amor nascido antes do nascer do dia
Por isso vivo e imune a minha poesia.
Magoado estou e em pedra fiquei
E como a siciliana santa
Da cidade de Siracusa
Verte de meu rosto tantas lágrimas
Que encharcou a minha blusa.

Valdemir Guimarães

domingo, 17 de setembro de 2017

Não me incomoda nenhum pouco
tua escrita ruim, tuas incoerências
No usa da vírgula ou das reticências
                   em textos sem fim.
Nem tampouco olho o teu pigarro
Tua mania de sugar o cigarro e aspergir o ar
com mil substancias tóxicas ao pulmão
do público que invade o saguão.
Nem mesmo quando deixou cair um palavrão
pelas mãos dos teus lábios
no púlpito sagrado em pleno sábado
de oração
desviei por um átimo de ti
o meu olhar pedinte e beato.
Enfim... Sou seu fã, seu seguidor
seu divã, seu cobertor
sou seu
só não é meu o seu amor.  

Valdemir Guimarães

sábado, 16 de setembro de 2017

Como se fosse o último poema
O ultimo beijo, porre ou trago
É o que trago agora ao peito.
É um sem jeito para mim
Quase um defeito que até esqueço
Que um dia eu já vivi assim.
Se não fosse a tua boca
Olhos, seios e ventre
E esse ai de entre as pernas
O que faz da humanidade ser eterna
Juro que até viveria em paz.
Conquanto não teria um tanto
Da vista que esta vida ainda me apraz.


Valdemir Guimarães

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Sabes bem e não por acaso
Exibe-o em fotos diárias
Com olhos realçados à lápis
E o batom vinho escuro nos lábios
Em pose de menina se assanha
Ou senhora das horas e manhas
Em frente ao espelho do box
Do bolso com caras e bicos na boca
Não me arrisco a anunciar o contrário
Imediatamente abaixo do sulco nasolabial
Circular, saliente e na cor de tua pele
o latim o torna ainda mais simpático
teu habitual sinal: nevus Melanocítico



Valdemir Guimarães