Será que ela do lugar onde está
Sente o que eu sinto?
Saberá talvez em sonho
O quanto andei ou adentrei no
labirinto?
Quando criança eu dormia ao seu
lado
Sentia-me dos filhos seus o seu
predileto
E embora me acordasse na madrugada
Me chamando por um nome que só ela
me deu
Desconfiada de barulhos da noite
E soubesse dos meus mimos e
preguiça
Via-me consultar o banheiro e examinar
Não mais de mil grilos e suas sinfonias.
Só sei que do lado onde estou
Vai, não vou, vejo-a baixar aqui
Na manhã, no café da tarde, depois
da janta
Ou bem aí onde esparramados nas
cadeiras
Buscávamos forjando lembranças
antigas
A paz de um amor que só eu sei onde
se abriga.
Valdemir Guimarães
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