Não por acaso hoje o sussurro
Debaixo da noite sob os telhados
Na ponta que some entre meus lábios.
Dizê-lo em vão eu evito fazer
Prendo-o no peito, sufoco-o comigo
Como a fumaça que corre em meu sangue
Sai nas narinas me rouba os sentidos
Como está agora ao teu lado
Um outro que diz ser teu namorado
Guardo pra mim, oculto tua alcunha
Escrita um dia ao fino leitor
- Te espero, amor. Te espero, amor.
Valdemir Guimarães