sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

                            À Kaline


Entre dentes, risos e lágrimas, fazendo-se de louca
Nessas horas frias, lembro-me de suas palavras soltas:
- Eu sou meio chorona, sabe!
De repente, abre-me o peito com seu sabre de ternura
Então, penso que o amor corriqueiramente perde o bonde
e onde a gente menos procura
O que antes, verdugo e bruto

Agora, arguto e cura. 


Valdemir Guimarães

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Nude
















Mesmo pelo retrato seco, em cor, sem voz e pulsação
Posso quase sentir, depois da tela de vidro, meus dedos e mãos 
deslizando fáceis do rosto ao dorso
E pousando onde os olhos em pedra reclamam.
Deslumbrei-me ao ver tuas mamas
num nude, novela, quase drama.
Saiamos! E faremos filmes em minha cama. 

Valdemir Guimarães 

Poeminha sem vergonha de natal





Depois de noites gloriosas de amor, olor e orgia
Ela, às avessas, se fez minha mamãe noel
E trouxe meu presente envolto num papel
Num gozo ao contrário, sentei-me ao seu lado
De quem se fez minha em luas vizinhas
E soltei num tom bravo de um ridículo tarado:
- Porque não usei a camisinha? 

Valdemir Guimarães