Poemas feitos a meia noite
Sob a luz da insônia insana
Sempre sobram rebarbas de pornografia.
Um seio à mão, uma perna assaz sem pelos
Ou um ventre ardente entre língua e dentes.
A noite é surda, não fala e nem sussurra
É fria.
É tudo o que não é minha afoita morena.
Daqui a ouço, quando próxima ao coito
Gemia e sorria.
Valdemir Guimaraes
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