Estou longe dos meus, doente e sozinho.
Estar sozinho, pra mim que sei o quanto o espinho dói,
Até que vai.
Um blues, vinho, e o peito inda que doa se reconstrói.
Doente, aí é novidade, mas entendo, deve ser a idade
Os anos passam, e o corpo fica?
Não, ele vai com o tempo e nunca mais torna a ser o mesmo,
vai lente, lento.
Longe sim, mas não tão longe, por isso não era pra eu estar
assim.
Contudo, longe, doente e sozinho é maldade
É como se triplicasse a dor do espinho
a enfermidade ganhasse idade e a distância se esticasse
Aí não há vinho, antídoto ou automóvel que alivie essa
saudade.
Valdemir Guimarães
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