18
de agosto
Pode
até não ser virtude sempre
Pois
os instantes vão passando e os costumes enveredando e tomando rumos diferentes
Ao
ponto de se atribuir ao que era belo e inocente, antes,
Agora
ser feio e indecente.
Mas
tua maneira incrível de ser exata, bela e fina
Ainda,
a retinas comuns, claras, ou e talvez escuras, é um fruto bom e plausível.
Não
sei por qual estrada você se leva
ou
o que avista os teus olhos de menina
Se
há um Deus que te dar ou te nega
Se
santo ou entidade te ilumina
Se
viu nesse andar tristeza e maldade
Ou se o amor contigo se afina
Só
sei, amiga minha, e isso você sabe também
Pois
é professora nesse mundo de ninguém
Que
a vida é isso e mais nada
e
que quem faz amigo encontra abrigo da chuva que se aproxima
a
ti desejam eu e teus amigos próximos só o que há de mais belo e singelo
Que
o amor, incompreendido e desejável(espinho, pedra e flor)
no
teu colo faça casa e traga consigo o frescor de manhãs e maçãs a quem lhe é bem
merecedor.
Valdemir Guimaraes
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