terça-feira, 31 de julho de 2012
domingo, 22 de julho de 2012
Tá doido ou tá massa?
“Tá doido ou tá massa?” é o trabalho atual do piauiense James Brito. Há
alguns anos que esse músico tresloucado de nascença pernoita a cidade de
Teresina-Pi, seu reduto oficial, e outras cidades desse Brasil entoando seu
canto e seu jingle peculiar “tá doido ou tá massa?”.
O CD “Tá doido ou tá massa?” é especial e não há um que diga
o contrário. Seu labor tem cheiro de pão caseiro, brotado de uma massa
finíssima, resultado do esforço individual de cada um que se dedicou a fazê-lo.
O som do trabalho é tudo. O ska, reggae, rock e rapper em
ebulição arrebentam em meio às batidas fortes e certas de João Cabeça (quiçá
melhor baterista de Teresina). Quase todas as canções (talvez não seja o melhor
termo) do cd são assinadas por James Brito, exceto a faixa 7, 9 e 10. As duas
primeiras têm a letra foi feita por um sobrinho de James, Kaê Brito. A última é
do cantor e compositor Jorjão, músico teresinense e também professor de
Filosofia que nessa terrinha quente feito pimenta arrebenta.
Se você, caro leitor, ainda não ouviu esse trabalho, ouça-o,
procure-o e confira a sua sonoridade idiossincrática, veja também o passeio
pela cidade em transformação na qual ele foi concebido.... Tá massa e tá doido.
Valdemir Guimarães
terça-feira, 10 de julho de 2012
O seu olhar
é esperto e inquieto
Tudo que se
move o comove
Tudo lhe é novidade
uma tosse, um pigarro...
Mesmo a mesmice de um aceno lento e curvo
lhe é poesia
ao seu olhar meigo escuro
Ele tem
quatro patas, o grande
Por isso não
se espante ao ver aparecer no fantástico um gato gaiato dizendo-se poeta dos ratos
seu verso é travesso
e certo
teceu-me um desses
dias isso com risos, gestos, unhas e afetos
“ ame-me, ou espeto-o”
quarta-feira, 4 de julho de 2012
As novas tecnologias
Quando minha filha chegou da cidade
grande e trouxe consigo aquele negócio pequeno e que, segundo ela e o vendedor,
cabia o mundo nele, quase que cai pra traz. Que coisa! Ela disse que era a nova
tecnologia de informação e comunicação (TICs). Podia ser que até não prestasse,
mas o nome era impressionante: Nova tecnologia de informação e comunicação.
Minha velha servia o almoço. Fiquei vendo
minha filha, falando importante, sotaque de terra distante e manuseando o
aparelho chamado celular, aparelho que servia pra se comunicar com pessoas distantes,
igual a outros que já tinha visto por aqui, cidade distante das
chuvas e do mundo, mas só que aquele não fazia só isso não, aprendera com a
cidade grande a deixar nossa voz nele, e também a imagem da gente, além de ela,
minha filha, não parar de mandar mensagens para não sei quem, SMS, disse.
Namorando à distancia e repetiu: Nova tecnologia de informação e comunicação. Pensei,
é safadeza.
Nesse momento minha barriga gritou mais alto:
velha necessidade, o mesmo hábito de comunicação. Embora quisesse falar com o
namorado de longe, minha filha se rendeu ao antigo cheiro de feijãozinho com arroz que sua mãe
sempre lhe fazia quando aqui morava com a gente. Quis ela registrar o momento,
bateu foto de todos, dos cinco irmãos mais novos, da mesa, dos pratos; filmou tudo com o danado do celular,
disse isso rindo, mas riu mais ainda quando lhe perguntei se ela ia mostrar o
cheiro da comida para suas amigas de longe, lá quando chegasse à capital.
Valdemir Guimarães
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