Um caso de
amor
a Elias
Compadres, á
beira do riacho, um cigarro de palha e o velho diálogo:
- Ainda tem
uns que não acredita que de amor se morre! Pois eu já vi, quando não morto,
enlouquecido.
- Foi isso
que aconteceu ao teu irmão, Elias?
- Sim. Isso, o amor.
Amou demais uma dita Luzia. Perdeu a luz da razão e vive assim, louco de noite e
de dia.
- É ,
compadre, o que sempre digo: amor inda
que pouco, é preciso sorvê-lo com cuidados! Ou então o cabra vive mal uns
bocado.
(Valdemir
Guimarães)

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