domingo, 12 de fevereiro de 2012

TRÊS DA MADRUGADA
















Três da madrugada
Quase nada
A cidade abandonada
E essa rua que não tem mais fim

Três da madrugada
Tudo e nada
A cidade abandonada
E essa rua não tem mais nada de mim
Nada

Noite, alta madrugada
Essa cidade que me guarda
Que me mata de saudade
É sempre assim

Triste madrugada
Tudo e nada
A mão fria, a mão gelada
Toca bem de leve em mim

Saiba
Meu pobre coração não vale nada
Pelas três da madrugada
Toda a palavra calada
Dessa rua da cidade
Que não tem mais fim
Que não tem mais fim
Que não tem mais fim

                    ( Torquato Neto)



                                           

Nenhum comentário:

Postar um comentário