Hoje, regado a uma skol, revi “Vício Frenético” e certifiquei-me de que ele é um dos filmes que certamente verei mais algumas vezes. Não é nem um clássico do cinema, mas quem disse que só se rever clássicos? O filme é muito bom, pra mim basta!
É um drama dirigido por Werner Herzog, que assinou direção, entre muitos outros filmes, de Nosferatu: Phantom der Nacht (1979) e O sobrevivente, 2006. “Vicio frenético”(2009) Traz no seu elenco Nicolas Cage, em uma atuação brilhante, a sempre sensualíssima Eva Mendes e Val Kilmer.
A película, no seu decorrer, pode parecer, para quem está acostumado com filmes de ação estrelados por Nicolas Cage, longo e cansativo, mas sua narrativa consegue prender o público sem ter que ofertar muitas cenas de tiros, murros e mortes. A atuação de Cage é tudo. Talvez sua melhor atuação. Pra mim, a melhor, dos filmes que eu já vi.
Nicolas faz um herói viciado, com falhas, canastrão, mas sobre tudo: herói. Um herói humanizado. Há quem torça pela desgraça do moço (mocinho não cabe a ele),talvez os mais conservadores. Mas eu torci por ele desde o início até o final. Não sei exatamente por que. Talvez pelo fato de ele salvar a vida, logo no introito do filme, de quem não mais a tinha. Isso o redimiu, pra mim, de todos os possíveis pecados que ele cometeria e cometeu.
Não é um filme para viciados em drogas. Não tem ele a missão redentora de salvar dependentes. O cinema não tem necessariamente de se comportar como autoajuda, embora, em mim, seja bem isso o que aconteça. O cinema é diversão, prazer, reflexão, premonição...Às vezes não é nada disso: somente arte.
Esqueça qualquer opinião contrária. Veja o filme “ Vício Frenético”. Procure-o em uma boa locadora, ou coisa parecida, e veja, reveja, sei lá, mas esteja certo de que não perderá seu tempo. Gostei do filme.
Valdemir Guimarães
Nenhum comentário:
Postar um comentário