sábado, 8 de dezembro de 2018



  

Eu já ouvira em uma aula de história
Ou geografia quando por osmose despencaria da boca da professora uma enxurrada de países do oriente médio sob o insigne: lugar sem remédio.
Lugar onde nascera as principais religiões
Às vezes me pergunto se há um Deus ouvindo seus seguidores
Ou de longe lá do ALTO só resignam-se em dores
Médio Oriente sem rumo...sem prumo, minhas preces
O vento quente do equador as dilui em
Vazias ideias, torpes onomatopeias.
Mas ainda assim teço em versos ao Oriente
ao Iêmen aos que o fazem planta e semente.
É limitado ao norte pela Arábia Saudita, a leste por Omã, ao sul pelo mar da Arábia e pelo golfo de Áden
quem dera fosse o Éden
E o mar da Arábia fosse de fato azul
E que de rubro sangue e morte não fosse as cores que por hora emblemam sua bandeira.
Sinceramente, chorei sobre a cadeira quando em meio a minha parca infelicidade a notícia explodiu: de fome a guerra no Iêmen Já matou crianças para mais de OITENTA MIL.

Valdemir Guimaraes