quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Quando já passa da hora de enfim dormimos
E as luzes já acenam o seu fim,
Os mosquitos em volta do lume há horas
Pereceram, encandeados de tanta luz
Juro que neste instante rezo aos pés do sagrado Jesus
Fincado ali na cômoda cor de mogno.
Ali na minha alcova as minhas preces voam
E nelas está você
Ao bom filho de Deus clamo que em breve ele lhe leve
Dos pensamentos meus, das minhas lembranças
Das minhas alegrias, do meu dia a dia,
do meu deleite e intrigas, das minhas súplicas
e de  dias outros de preces em que ao mesmo
bom filho de Deus de tanto querer-te
o teu amor eu clamei e me embriaguei
nessa procela que eu mesmo inventei.

Valdemir Guimarães 

domingo, 22 de outubro de 2017

O chocolate que vem de tua boca
Cola nos meus incisivos e você por distração
Faz questão de limpá-los com a língua.
Como não rir depois do vinho tomado
Dos olhos quase fechando, fechados
A desenvoltura de tuas mãos e seu pouso
No meu já febril coração.
Sei que é tarde e já que precisamos dormir
Esquece teu ventre desprotegido
Não olhe teus seios, não faz sentido
agora que o chocolate no meu malho
se umedece da seiva que escorre
dos teus sábios lábios.

Valdemir Guimarães