terça-feira, 27 de junho de 2017

Senti hoje a dor dos gatos que habitam o meu quarto
Estão eles agora em cinco aos quatro cantos
No pequeno quadrado d’alcova e sós.
A mãe gato partiu.
Na verdade, doei-a.
E eles a sós, por hora, vão andando sem rumo
Até as suas memórias felinas esquecerem-na.
Só que por enquanto quem não a esqueceu, fui eu, doeu-me.
Igual aos meus gatos
Indeciso percorro uma corda bamba
Se os vejo mirando qualquer vazio
Pois penso em mim quando minha mãe também partiu.


Valdemir Guimarães

sábado, 24 de junho de 2017

Quando dizem quão a beleza é tua
Nisso não credite muito não
Pois essa que eu vejo nos traços de teu rosto,
Dorso e  mãos
É tua e de todas as ruas em que aconteces
Em versos que criam-se e vão.

Porque o brilho do rosto teu
Ou alinho de tuas madeixas
pra não dizer o contorno labial, olhos, e.t.c. e tal
deixa mais que claro o rastro raro de beleza
que através de você Deus nos deu.  

Se Ele, ser supremo, faz-se nos filhos seus em atos de bonança
Chego a dizer que Vênus, da beleza a grande deusa, refez-se humana
Quando em você abraçou tudo que explode em admiração e atração.

Mais não digo e nem direi, porque pobres versos excedem-se
Deixemos, enfim, que a vida se abra pra ti
Em prosa, rosa ou poemas
E você, inda broto, se faça mulher intensa, Linda e plena.


Valdemir Guimaraes 

terça-feira, 20 de junho de 2017

Aquiesce teu corpo cansado nos braços
                    de um deus plebeu

repousa teu sono nos ombros de Morfeu. 

segunda-feira, 19 de junho de 2017


Cercada em nervos
é um labirinto curvilíneo e robusta
Catapulta da vida que imputa prazer e dor
Teria como nome Cynara ou alcachofra?
Não, como louca traz consigo uma pulga oculta
carrega a marca do diabo como chave do cadeado.

Que coisa...escrevendo esses versos
lembro que riem meus amigos quando digo
"não vou pro céu"                                       
Mas como, se não me caibo em culpa se não solvo da vulva seu diáfano mel.

Valdemir Guimarães