quarta-feira, 24 de maio de 2017

Quando finda o dia
E o corpo espera a quietude rotineira
Já que já passam das 22 horas
Foleio um livro e pronto vi que tudo já deu.
Aí não há amores, carinhos, saudades
que impeça a urgente chegado do Morfeu.

Valdemir  Guimaraes 

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Mãe, o amor mais próximo de Deus


Falar sobre mãe ou mães, convenhamos, é impossível não cair num clichê. Mãe: “amor mais bonito que existe”, “um anjo em nossas vidas”, “são apenas três letras, mas seu amor é imensurável”, “mãe e amar, não é preciso nem rimar”... Essas e outras frases encontramos em letreiros, cartões, em comerciais nas tvs ou outdoors, acrescidas, é claro, de  um “leve um perfume leve para elas”, “ dê-lhes rosas”, “ compre-lhes chocolates” etc., etc. etc., ... e não é que de fato essas frases funcionam. Sejamos francos, quem ousaria dizer que elas amor maior nesse mundo não merecem?

Mãe é uma das poucas unanimidades do mundo, se não a única, aplaudida, reverenciada e não burra. Inquestionável até mesmo pela ciência. Se você quer ver uma ser melhorado nos mais variados aspectos: sensitivo, gustativo, psicológico e estético, esse é a mulher quando se torna mãe. Mãe é um milagre. Talvez por isso todas as mulheres tanto almejem esse sonho, além de perpetuar a espécie, já em risco, essa é uma das formas delas alcançarem à sublimação.  

Lembrando agora de Bandeira, o poeta, parafraseio: “Mãe só deve ser uma santa” e santa, no dizer dele e agora no meu, não é aquela que nunca cometera pecado. Antes, a que redireciona valores, concede perdão aos que, vistos por seres normais como eu e você, desprovidos do dom materno, seriam imperdoáveis. A Mãe ver em nós, coisas menores alcunhados de filhos, amor e graça. Elas nos redescobrem, moldam-nos. São de fato o exemplo mais vivo e próximo do amor de Deus.

Deus, por exemplo, por ser ele Quem ou o Que É. O Único, o Ser, o Pai, poderia simplesmente ter posto na terra seu filho em um roçar de pálpebras, ou num deslizar de mãos sobre o azul celeste sem fim e ponto final. Quiçá no estalar de dedos da mão divina: “SNAP”. Pronto, estaria seu filho entre a humanidade sem que nós, meros mortais, pudéssemos nos dar conta da origem de seu surgimento ou ousássemos questionar o aparecimento do filho Dele, pois tamanha é a sapiência e infinito é o poder divino. No entanto, Deus permitiu seu filho vir até nós em forma humana, enaltecendo a humanidade e redefinindo a figura da mãe: mãe divina, exemplar, mãe do filho de Deus. Olha que coisa!

 Agora, Aproximando-se do dia das mães, impossível eu não pensar na mulher que meu deu luz, lume e prumo, me recriou, e, mesmo sabendo que ela não me vela mais, lembro-a nesse texto numa forma de revê-la. Concluo que a nós filhos, muito mais que cobrir esse ser iluminado “mãe” com mimos, flores, chocolates e beijos, o mínimo que podemos fazer nesse caminho, isso para aqueles que buscam ser melhores enquanto ser humano, é respeitá-la e amá-la na imensurável dimensão que lhe cabe.

Lembra ... “amor mais bonito que existe”, “um anjo em nossas vidas”, “mãe e amar, não é preciso nem rimar” etc., etc., etc. .... Pode ser mesmo clichê de comerciante, mas quem ousaria dizer que elas amor maior nesse mundo não merecem?



    Valdemir Guimarães