quarta-feira, 13 de julho de 2016



 












Imagino Vênus bem maior do pintam os astrônomos.
Suas sombras, acabamentos em blache
E suas fases iguais a da lua
A densa atmosfera, gases e a alta temperatura.
Os biólogos, astrônomos do corpo
Revelam outra Vênus: a Vésper sem pudor.
O monte de vênus ataviado em pelos púbis
Ardência de sensualidade, sinuoso declínio, 
lindo relevo antes do grelo.


Valdemir Guimarães



Se estão cansados, isso não é novidade
Rios, campos, montes e matas
Entregue aos filhos do Homem Deus
Terá sido esse o pecado seu?

Valdemir Guimarães


 









Antes de um câncer quem sabe no pâncreas
do gole último de aguardente
Samba da bênção, manobras de Cunha
da última nudez de Viviane
Do ultimo porre, esporro precoce
Do ultimo grão da ampulheta
do cóccix ao pescoço,
verei eu outra vez aquele rosto?

Valdemir Guimarães

quinta-feira, 7 de julho de 2016



A mão inquieta. Libidinosa?

A boca afoita. E se ela gosta?
Lhe deu um poema. Agora quer prosa.

            Valdemir Guimarães