à hanna
Sempre fui arredio à rótulos
à marcas, cicatrizes enraizadas na subderme
de pessoas que nunca sonhou possuí-los.
Tal qual indiferente a coisas sem nomes
opacas, fusas, coisas somente que vagam
dementes no vão de existir.
Por isso, olhando você de frente,
os dizeres deles e delas, não vejo, nem ouço.
Toco o teu nome e como um sopro tudo parece-me frágil, parece-me tosco, parece-me pouco.