quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A dois paços de mim, onde minha mão não alcança
Está o que procuro.
Como o oculto por trás de um muro, imagino:
- Lá está a saída do meu amor sem razão.
Ela, de mim, afastando-se, me cala
porém, sigo e sigo no afã de encontrá-la
E encontro abrigo.
Assim mais um amor esvai-se de cansaço.
Torno-me mais uma vez homem    

E me digo não padecer mais um mês.

Valdemir Guimarães 
O poema

Um poema pelo chão
Ao tato dos teus pés
Ao alcance de tuas mãos.

O poema ali na rua
Não estranhe, é lindo
E comum feito mulher nua.

O poema alcançou o jornal
Estampa-se em noticia do dia
Vende-se bem, pagam-no mal.

O poema em forma
O poema nada (des)f o r m a
O poema não tem pena!


  Valdemir Sousa