terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Poesia

A poesia se faz por si.
Incorpora-se em verso, veste-se de ideias
E em estrofes, se estende contente.

A poesia encontra o poeta
Uma pessoa que soa comum feito eu ou você
e se esqueceu de "amarguecer"

A poesia sabe o que lhe arrepia.
Como é feminina se dá a ele e a ela
Não tem azul, nem rosa, ela é aquarela.

A poesia sabe que é profecia
Que se veio pra nós, foi para o nós
Se desfazerem em dias de lágrimas, alegrias.  
                 
               (Valdemir Guimarães)




quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A dois paços de mim, onde minha mão não alcança
Está o que procuro.
Como o oculto por trás de um muro, imagino:
- Lá está a saída do meu amor sem razão.
Ela, de mim, afastando-se, me cala
porém, sigo e sigo no afã de encontrá-la
E encontro abrigo.
Assim mais um amor esvai-se de cansaço.
Torno-me mais uma vez homem    

E me digo não padecer mais um mês.

Valdemir Guimarães 
O poema

Um poema pelo chão
Ao tato dos teus pés
Ao alcance de tuas mãos.

O poema ali na rua
Não estranhe, é lindo
E comum feito mulher nua.

O poema alcançou o jornal
Estampa-se em noticia do dia
Vende-se bem, pagam-no mal.

O poema em forma
O poema nada (des)f o r m a
O poema não tem pena!


  Valdemir Sousa

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

BR 316

      Em casa, a esposa, agora, chorosa, lamenta a viagem do esposo. Os filhos que são quatro a escutam atônitos. No jornal da manhã, na TV, entre os dentes amarelos do jornalista, cai a notícia.

            
        (Valdemir Guimarães)  

terça-feira, 15 de julho de 2014

Boca tua

O que falar dessa lua
Das duas bandas suas
Do encanto do seu véu alvo no céu
Ou até mesmo do seu mistério silente
Ocultando-se em quarto crescente
e depois renovando-se e indo
Minguando-se no espaço celeste.
O que falar de tanta beleza assim desnuda?
... ... ...
Os astros a invejam tanto, mocinha
Pois nada em beleza a mim me parecem eles
Se olho pra lua e comparo a boca tua.


Valdemir Guimarães 

sábado, 5 de julho de 2014

Difícil desviar os olhos e a visão
quando ela se aproxima
ainda mais quando de costa pra mim  se vai
linda e linda
e balançando as nádegas como se nada
acontecesse depois que ela aparecesse.

Não digo que esses versos digam o que
Realmente se passa na cabeça minha.
Esqueça, não vale um verso triste
essa fixa ideia que quando ela vejo insiste
em vir lânguida e profunda.

Ah, alegria mora em mim se miro tua bunda! 

domingo, 20 de abril de 2014

Noite de aleluia, chuva e reggae na cidade codoense
















Ontem, 19 de abril, sábado de aleluia no calendário cristão, além da chuva que banhou e lavou a cidade de Codó-MA, à noite, vi e dancei muito no show de um dos ícones do reggae jamaicano e do mundo: Cedric Myton.  
Antes, é claro, não é possível deixar de salientar, subiu ao palco a banda Capital Roots, São Luís-MA, essa também acompanhou a atração principal. Linda e simpática era a vocalista dessa banda que distribuiu simpatia e sensualidade com suas caras e olhares, admiráveis.
Mas antes, bem antes do espetáculo, depois que a chuva deu meia trégua aos fãs e admiradores da música jamaicana que chegavam para ver o show, um desconforto geral quase tira o ânimo de todos, inclusive o meu. Pois a água que caiu, e como caiu, não foi pouca, todos são cientes disso, pegou a estrutura da Casa de show, sobretudo a entrada, de “surpresa”, é o que pude constatar, tô sendo bonzinho quanto a “surpresa”. Pois ela, a Casa, não esperava mesmo, Nunca uma daquelas, deixando a desejar e muito.
Veja só, entrar descalço e com água a meia canela, cara, para uma Casa que pretende acolher bem seus frequentadores...foi mal, muito mal... Só pra quem gosta mesmo do som, do reggae, da viper jamaicana para não desistir e ir a um outro lugar.
Mas tirando esse pequeno-grande detalhe, a noite foi molhada por São Jorge e reggeada e sensual e gostosa e...
Cedric Myton e banda Capital Roots deram uma cara a noite, esquentaram os quadris do público inquieto, encheram o coração, dos que pulsavam com o som, de alegria... e via-se, assim vi, que quem ficou, gostou, não, isso é pouco, quem foi e ficou amou aquela noite de aleluia e chuva na cidade codoense. 

Valdemir Guimarães 

terça-feira, 1 de abril de 2014

Um filme pra se ver























O Homem Lúcido

O homem lúcido sabe que a vida é uma carga tamanha de acontecimentos e emoções que nunca se entusiasma com ela, assim como não teme a morte. O homem lúcido sabe que viver e morrer são o mesmo em matéria de valor, posto que a Vida contém tantos sofrimentos que a sua cessação não pode ser considerada um mal.
O homem lúcido sabe que é o equilibrista na corda bamba da existência. Sabe que, por opção ou acidente, é possível cair no abismo, a qualquer momento, interrompendo a sessão do circo.
Pode também o homem lúcido optar pela Vida. Aí então, ele esgotará todas as suas possibilidades. Passeará por seu campo aberto e por suas vielas floridas. Saberá ver a beleza em tudo. Terá amantes, amigos, ideais. Urdirá planos e os realizará. Resistirá aos infortúnios e até às doenças. E, se atingido por algum desses emissários, saberá suportá-los com coragem e mansidão.
Morrerá o homem lúcido de causas naturais e em idade avançada, cercado por filhos e netos que seguirão sua magnífica aventura. Pairará então, sobre sua memória uma aura de bondade. Dir-se-á: aquele amou muito e fez bem às pessoas.
A justa lei máxima da natureza obriga que a quantidade de acontecimentos maus na vida de um homem iguale-se sempre à quantidade de acontecimentos favoráveis. O homem lúcido que optou pela Vida, com o consentimento dos Deuses, tem o poder magno de alterar esta lei. Na sua vida, os acontecimentos favoráveis estarão sempre em maioria.
Esta é uma cortesia que a Natureza faz com os homens lúcidos.

(Texto Caldaico do VI século a.C., citado no filme “Separações” – trailer abaixo)


sexta-feira, 28 de março de 2014










Seria como flocos de mel
Que a abelha em seu oficio original
O transforma em ouro à colônia sua
Ou mais simples que a fotossíntese
A química dos raios solares e o oxigênio
Outro paralelo não alcançaria
Que dissesse em tom fiel e original
O alumbramento que tive ao ver você afinal.


Valdemir Guimarães  

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Questão de tempo

Vendo o gato ninhado na cama
Disperso em sonhos quem sabe de passarinho
Lerdo o tempo me faz pensar no eterno
Passear no céu dos astros.
Navego no tempo sem me dar conta
De que nada volta mais de fato
Nem mesmo o possível sonho
Se assim sonhou o meu gato.

    Valdemir Guimarães