sexta-feira, 30 de novembro de 2012

You, air, lane,my fall, Brunette


 


















Como pode, você por mim passar,
balancear os negros cabelos e nem me ver
E eu cá sofrendo, estando os olhos a arder
as unhas roer e o coração mais forte pulsar

Como pode, morena, em mim abrasar  
tanta vontade, tanta sede de tua boca tocar
para ti, sem arrodeios, meu universo mostrar
no entanto, minhas mãos em febre e frio oscilam e você nem lá.

Se pudesse eu em teus olhos e afetos mandar
Mandaria-os mesmo que por um instantinho só
Aqui aos meus, apegos e ternurinhas, fizesse-se nó
Assim sentiria você um pouquinho do muito que tenho a lhe dar

Morena, reduz a minha pena...
Dá-me cá o néctar da boca tua
Antes da dúvida noite, façamo-nos amantes
E eu, por fim, enfim, serei, hoje, na tua rua
só teu e para sempre no infinito desse instante.
    
Valdemir Guimarães

quinta-feira, 29 de novembro de 2012












"O Brasil é uma república federativa cheia de árvores e de gente dizendo adeus.”


Oswald de Andrade   

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O Pretobrás


(Itamar Assumpção, Tietê, 13 de setembro de 1949 – São Paulo, 12 de Junho de 2003)

“Se a obra é a soma das penas
Pago, mas quero meu troco em poemas”

Itamar Assumpção e Alice Ruiz 





terça-feira, 20 de novembro de 2012


É nesses dias de tristeza desmedida
Que me lembro de Gullar
Do seu poema Alegria
E que vontade me dá de jogar a tristeza numa vala!

E me lembro de Bandeira
Da Oração a Teresinha do Menino Jesus
“Me dá alegria!”
Mas não há mais tempo de acreditar
pois é tarde.
O sol, lá em cima, não se move
e me comove a um pranto íntimo
um  ai sem fim, sem fim
reinventando-se estranhamente dentro de mim.
     
Valdemir Guimarães