segunda-feira, 10 de outubro de 2011

eneile


Aqui, neste instante, longe de tudo que me move e me prende
voando sobre esse mar de suor e sal
não sei se há um deus que me entenda ou repreenda-me
só sei que vou.
Vou tantas vezes minha vênus quiser

Seja quente a noite, ou fria Vostok
ao sabor d’uma hora sem dono ou
                         aos goles, às pressas, d'uma cafeina 
só sei que vou
vou quantas vezes minha vênus  me leve
e me entregue à sua fluida, 
                           morena
                           e viva bainha. 

sábado, 1 de outubro de 2011

Ipê

Ah, um ipê amarelo...
beleza demais em um agosto brasa.
                Dois ipês amarelos, quatro metros erguidos
 farelos de Deus, brotos  sem rumo, sem asa, se movem sem prumo...